quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Justiça, finalmente célere!

Foto RR Edição on line
Justiça, finalmente em véspera de eleições dá um ar de sua graça! Repararam como foi célere a constituição do arguido José Manuel Marques, dirigente do sindicato dos trabalhadores da administração local, que num acto provocatório do normal funcionamento das instituições, resolveu manifestar-se. Por que carga de água? Não é óbvio para todos que é mais que justo que os trabalhadores da administração local, os professores, os médicos e demais funcionários públicos acarretem com uma redução de salários? Porque carga de água se hão-de estar a manifestar, a importunar os senhores presidentes de conselhos gerais, senhores directores de institutos, de SUCH’s, GALP’s, EDP’s e outros que tais? É bem feito para eles, e que sirva de exemplo para outros, a celeridade que a justiça finalmente toma. Viram estes sindicalistas arruaceiros o Sr. Armando Vara manifestar-se, ou o Sr. Oliveira e Costa, ou o Sr. Dias Loureiro, para citar apenas alguns? Viram? Claro que não, porque estes Senhores, são uns Senhores e datas de julgamentos, a haver, ninguém sabe para quando!
O sindicalista, terá realmente de se manifestar para que não lhe sejam retirados direitos que conquistou, fruto de tantas lutas, de tantos sacrifícios de gerações e gerações? É preciso ter arrojo! Por isso, o crime que ontem cometeram já tem o seu julgamento marcado para 31 de Janeiro, num claro exemplo que com a justiça não se brinca! E além disso, quem o manda ir para as fileiras da frente lutar pelos outros, por mim, enquanto escrevo no conforto da minha casa estas linhas. Sim quem o manda?
Desobediência, é a acusação que pende sobre eles! Os outros Senhores que citei acima, foram bem obedientes ( a quem, é que não se sabe bem…) e os crimes que cometeram foram insignificantes… Agora, lutar por direitos, lutar por ter que chegue para o mês completo, lutar pelo sustento da família… isso é ir longe demais… neste país de brandos, mas tão brandos costumes!



4 comentários:

  1. Oh mano! Tanta confusão e populismo nem parece coisa tua. Será influência da campanha do Nobre?
    Beijo.

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  2. É engraçado... quando uma pessoa se preocupa com o declíneo da qualidade de vida, com a perca do poder de compra, como retrocesso dos direitos adquiridos, com a corrupção, e outras questões incómodas, é acusado de populista. Parece-me que a confusão está é desse lado. Confunde-se demagogia e competência com estratégia e clientelismo.
    Se sofrer na pele a falta de estratégia e visão política dos nossos governantes, e ter a revolta de ver a procissão passar... Então sim, sou populista!

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  3. Querido mano, não me apetece entrar em polémica, mas não quero deixar de dizer o seguinte: confundir e misturar direito ao protesto, à indignação e direito de luta por direitos que se sentem atropelados e esvaziados com eventual desobediência a regras que nos defendem; confundir e misturar celeridade da justiça, ou falta dela, com o processo rápido por definição dos julgamentos em processo sumário (por vezes realizados no mesmo dia) face à especial complexidade de outros processos, é pura demagogia, é aproveitamento populista. Também para criticar é preciso rigor, mesmo no humor crítico. A tal história de se falar do que se não sabe... a ignorância (não só sobre a maçonaria) é sempre atrevida. Beijinhos.
    gláucia

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  4. Ainda bem que não queres entrar em polémicas!Insistes em apontar-me como populista. Confesso que me começa a soar bem...Também em outros tempos, algumas pessoas foram presas, e sumáriamente julgadas, por desobediência a regras que nos defendiam na altura. E a questão é essa. Qual a justiça das regras que nos defendem? E será que verdadeiramente nos defendem? Sou de facto ignorante em matéria de legislação e magistratura. A unica coisa que soube em tempos, foi a definição de "posse". De resto... mas isso não me impede nem impedirá de ter um olhar crítico sobre o que se passa á minha volta. Nestre ou qualquer outro tema. Sabes que ser populista tem as suas vantagens. Uma delas é estar em contacto com o povo, com o pais real, com os votantes e abstencionistas, e sentir o que as pessoas realmente pensam. Viver em castelos de marfim, reais ou não, mas seguramente efémeros, faz com que os seus habitantes se divorciem de um país real, e ganhem tiques de "raramente se enganarem, e terem sempre razão". Parece que afinal este tique tem a ver com cadeira, e não com as pessoas. Bom, a ti peço-te desculpa de ser assim ignorante e atrevido. Faz parte do "pacote"! Beijinho.

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