O novo nome, “Cores da manhã” tem a ver com as agradáveis sensações que as minhas caminhadas matinais me vão incutindo! Sinto-me um verdadeiro privilegiado, ao usufruir do emaranhado de cores que a aurora proporciona, dos cheiros e chilrear dos passarinhos. È um momento em que sinto o toque do Divino, em que os meus pensamentos se cruzam entre o passado, o presente e o futuro, entre as mágoas e os sonhos. Sonhos nem todos realizáveis, mas, que não deixam de o ser…pois enquanto a nossa existência o permitir, continuarão sempre a ser isso mesmo: sonhos!
Infelizmente, abundam pela Serra da Maunça muitas árvores consumidas pelo fogo que há alguns anos atrás devastou esta serra tão bonita. Embora sem vida ali continuam presentes, enegrecidas e despidas, oferecendo um enquadramento de belo dantesco. Morreram em pé, sem hipótese de fugir do fogo que as devorou, quem sabe, lutando interiormente pela sobrevivência, defendendo a sua dignidade até à ultima gota de seiva.
Dei comigo a pensar como é efémera a nossa existência enquanto seres humanos. Quantos fogos nos consomem ao longo da nossa vida…Uns bem reais, outros supérfluos, e desprezíveis… Acho que ainda temos muito a aprender com as árvores que morrem de pé, nomeadamente distinguir um brasido de um fogo consumidor.
Hoje, 4 de Março, algures por aí, de certeza que nasce uma árvore. Tal qual como no passado outras nasceram, deixando a sua marca na nossa vida.
Para ti, que foste árvore e morreste de pé, obrigado pela lição de vida que deixaste:
“Celebrem a vida”!
Pois então!
Até sempre.

