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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Simplex na educação

Foto tirada da net

Que País é este em que os alunos passam do 8º para o 10º ano, de uma forma simplificada, com a elaboração de um exame? É um simplex à moda de um primeiro ministro cujas habilitações académicas continuam por esclarecer devidamente… Por outro lado, um aluno que termina o seu curso de direito, não pode iniciar o seu estágio como advogado, pois o exame que fez à ordem em Março ainda não tem notas publicadas, nem se sabe quando terá, ou sequer se terá. A vida deste estudante pára. Mas que é isto?!? Sinceramente alguém que saiba destes assuntos tenha a bondade de me esclarecer… sinceramente…

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Os professores e o futuro

Imagem tirada da net
O futuro de um povo, de uma cultura, fica seriamente hipotecado, se não for salvaguardada uma educação eficaz.
É com base nesta minha percepção, que vejo o futuro com preocupação. A educação dos nossos jovens não está a ser salvaguardada! Os jovens hoje são meros números para que os nossos governantes, em verdadeiras masturbações verborreicas, façam crer em Bruxelas que os nossos êxitos educativos se somam dia após dia! Nada mais errado, nada mais falso! Basta apenas estar atento ao que se passa nas escolas, à formação, e educação que é dada hoje aos nossos jovens!Basta estar atento aos nossos adolescentes.
E serão responsáveis os professores? Também acho que não. Excluindo as excepções que confirmam a regra, os professores trabalham com dedicação e afinco. O problema é que têm vindo a ser transformados em burocratas, fazedores de tabelas, grelhas e mais modelos, com combinações de números e quantificações grosseiras, fazendo de alunos burros “crianças com deficit de aprendizagem”, de alunos grosseiros e mal criados “crianças hiperactivas”. Tudo isto e muito mais burocracia em detrimento daquilo que realmente deveriam fazer: ensinar, difundir cultura, propagar igualdade de oportunidades a todos quantos realmente queiram agarrar essa oportunidade!
Todos nós em determinada fase no nosso percurso escolar fomos marcados por um ou outro professor. É deste papel que os professores não se devem demitir, ou melhor não permitir que os demitam. Os professores não são sonâmbulos, nem dormem demais, pelo que conheço dos que com paixão exercem a sua profissão, passam noites sem dormir afogados nas burocracias, e problemas que não conseguem resolver.
Termino comparando o professor a um artesão que molda o barro. Das suas mãos hábeis, nascem as peças que terão cada uma a sua utilidade, moldado o barro na hora própria, e com o grau de humidade adequado. Ponham o artesão a preencher papelada, a ter que comprar a matéria-prima, facturar, atender o telefone e enviar uns mails… que o barro coze antes de ser moldado… e será tarde demais… Nem as estatísticas de Bruxelas nos salvam.
Ou será que tudo isto faz parte de algum plano para moldar consciências?!? Algum plano para formar uma nova "elite"?!? Com tantos planos que por aí andam... não se sabe, como aliás, muita coisa nunca se saberá!
Não sou professor. Tenho bem presente todos os que me marcaram.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Como eu gostava de ser optimista...

Já há algum tempo que ando para escrever sobre este assunto:
Acho que vai ser hoje.
“ A envolvência política, aliada a um inverno rigoroso, de frio, chuva, neve e vendavais, são factores decisivos. È sabido que ninguém gosta. E muito menos se por uma qualquer imposição, ainda que atenuada por alguma cumplicidade. É certo que uns podem. E os outros? Não deveria ser assegurada igualdade de acesso e oportunidades? Já vem de longe a necessidade de mudança! E o sentido de urgência já se perdeu, pois nesta corrida o passo é agora lento. E os outros? Estarão preparados? As orientações de Bruxelas são bem claras. Depressa, ou devagar, com igualdades ou com desigualdades. É para já. Diria mesmo: Já está!
Decretado e publicado em Diário da República pelo Sr. Ministro dos assuntos para lamentares, aos 31 de Setembro de 2024.”
Claro que é imaginação minha!!! Aposto que os meus leitores já estavam a pensar: “ o Jaime passou-se”!!!
Não. Nada disso… estava apenas a imaginar um texto escrito por um aluno que no ano passado frequentou o 9º ano de escolaridade. E que será nosso governante em 2024. Um pintas, que escrevia umas coisas, em que o nexo era difícil de encontrar, daqueles que estão na sala de aula com boné ao lado, a mandar ”sms’s ao tlmvel k é mto mais imptte k o k o prof diz”.
Daqueles que sem qualquer esforço para isso foram passados, para satisfazer as estatísticas de Bruxelas que a defunta Milu Rodrigues quis fazer prevalecer sobre a qualidade do ensino, desvirtuando professores, achincalhando um sistema educativo democrático, para mencionar algumas qualidades… tão acarinhadas por José Sócrates.
Serão alunos destes que dentro de alguns anos terão como desafio “arrumar” este nosso Portugal, que alunos das passagens administrativas do pós 25 de Abril tão prodigiosamente estão a destruir: Vejam a justiça: os Freeprot, Faces ocultas, Casas Pias, Apitos dourados ou de outras cores, a saúde e o seu buraco orçamental, a segurança social falida, a agricultura desprovida de estratégia de fundo… E a educação, pedra basilar da construção de um futuro rectificado… está como está. 30 anos de reformas, 30 anos estagnados. E querem agora fazer-nos crer que por culpa dos professores, porque não eram avaliados…
Hipocrisia suprema! Os professores sempre foram respeitados, enquanto autoridade e referência para a formação dos seus alunos. Sempre foram veículo de passagem de cultura. Nunca foram educadores. Esse papel é dos pais… que agora também se demitem dele.
Meu pobre País. Como eu gostava de ser optimista… Passo a passo, vamos caminhando neste reino onde não há responsáveis por nada. Verdadeiros atentados contra gerações são ainda premiados, com nomeações,como a de quinta-feira passada, 8 de Janeiro, pelo primeiro-ministro José Sócrates, para a presidência do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento... Dá vontade de dizer: Não nos lixem mais! Já chega!!! Como gostava de ser optimista, repito, mas não sei o que me espera para a reforma...