Pegar numa folha em branco, numa caneta e dar-lhe vida. É isso!
Com três velas acesas, em cada volteio do fogo, surgem na mente os pensamentos que animarão a folha de papel: As alegrias, as frustrações, as memórias e os projectos... A saudade dos que já não estão connosco e dos que não querem estar. A gratidão, esse hino ao amor que é colocado nas mais pequenas coisas... e de significado imenso!
E ela aí está. Uma folha até há pouco branca, agora cheia de vida... estampada no sentimento de quem escreveu estas linhas, estampada no sentimento de quem as lê, estampada na opção de quem nunca as lerá.
E a vida continua.
Fora da folha de papel, em cada volteio do fogo das velas que a iluminam, em numero de três... passado, presente e futuro...
Jaime
terça-feira, 30 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Caminho de Luz
Um por de Sol tem sempre encanto.
É o encanto da cor,
o encanto do som das ondas no seu restolhar constante,
da sua envolvência com a areia da praia.
O encanto do aroma que deixa cada gotícula trazida pela brisa.
É o encanto de sentir uma paz profunda,
tão imensa como o caminho de Luz que o sol deixa
espelhado nas águas por onde se esconde.
É o encanto de perceber que o ciclo continua,
que este caminho de Luz desaparece da vista…
mas permanece no coração!
Fechar os olhos, sentir o encanto de estar vivo.
Sentir o amor,
em cada carícia do vento, em cada beijo da água,
naquele intenso cheiro de mar,
naquele som constante de cada onda que quebra,
no arrastar da areia…
E ver sempre aquele caminho de Luz,
com uma vontade imensa de o seguir…
Jaime
domingo, 14 de agosto de 2011
Ainda o Sol e a Lua e o caminho
Ainda o Sol e a Lua e o caminho.
Na sua dança, têm sido fonte inspiradora de músicos, poetas, correntes filosóficas, ou simplesmente motivo de reflexões como esta que hoje aqui deixo:
Há pessoas que irradiam energia, atraem pela sua boa disposição, contagiam com o seu entusiasmo. Têm vida própria, plena, podendo não ter nada e ser donos do mundo ao mesmo tempo. São “seres Solares”.
Por outro lado, há pessoas que não são mais que o reflexo das suas frustrações. Repelem pela sua constante insatisfação. Não têm vida própria, vivem de fachada e aparências, procuram insistentemente “ter”, e simplesmente não sabem “ser”. São “seres Lunares”.
Ao longo da vida, qualquer um de nós já caminhou iluminado pela luz solar, luz essa que permite uma correcta avaliação do percurso, das dificuldades, ou do esplendor de uma paisagem aberta. De igual modo, também já caminhou iluminado pela luz Lunar, que não permite uma correcta avaliação do percurso, das dificuldades, pois não é mais que um reflexo da luz solar, com a consequente perca de qualidade, em que os objectos se tornam obscuros, sombras de uma sombra…
Ora, as contingências da vida podem levar-nos a caminhar por caminhos iluminados pelo Sol e por caminhos iluminados pela Lua. Não é uma questão de opção. A opção, é a atitude com que se encara esse percurso: como “ser Solar”, ou como “ser Lunar”, porque afinal, saber aceitar o caminho pelo qual a vida nos conduz, é uma virtude, mas saber escolher a forma de o iluminar, é virtude ainda maior.
Caro leitor: Por onde caminha agora? Como ilumina o seu caminho?
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domingo, 31 de julho de 2011
Tens asas! Voa!
Por muito escuro que estivesse ao redor,
sempre houve alguém que indicasse o caminho da luz,
do céu aberto, da cor…
sempre houve alguém que me lembrasse:
Tens asas! Voa!
A vida condiciona-nos.
Não pelo que temos, mas por "quem" temos…
cruzando-se connosco neste voo…
Assim, a maior fortuna, não está em ter muitos amigos!
Mas em ter aqueles que no momento certo,
estão perto…
e lembram:
Tens asas! Voa!
Jaime
Jaime
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Reflexão
terça-feira, 26 de julho de 2011
A Europa de luto
Pensei em escrever sobre o bárbaro facínora da Noruega. Mas não o vou fazer. Sobre ele, muitos têm agora a missão de o fazer, de o analisar, de tentar descortinar algo que possa, ou não, explicar tal comportamento.
Neste momento, prefiro orientar os meus pensamentos para as famílias das vítimas. A quem deixo uma palavra de solidariedade, e para a partilha de algumas questões, que me assaltam cada vez que este assunto passa nos media:
Afinal, aqui tão perto, na Europa, num país de exemplar comportamento democrático, como é possível surgir tamanho monstro? Que aprendemos nós afinal, com o deplorável comportamento e megalomanias de Adolf Hitler? Como se compreende que as pistas deixadas por este facínora na execução dos seus planos tenham sido negligenciadas? Porque não tinha tez escura e não professava religião diferente? Que outras influências conseguiu ele conquistar para passar despercebido a tudo e todos?
Pobre Europa esta… Caldeirão explosivo, multirracial, de nobres valores já tão esquecidos. Onde grassam os ideais do Iluminismo, Liberdade, Igualdade, Fraternidade? Afinal nunca postos verdadeiramente em prática...
Onde pára Liberdade, subjugada ao capital e interesse económico de alguns? Onde pára a Igualdade, enterrada num fosso cada vez mais fundo, onde os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres? E onde pára a fraternidade, numa Europa mais fratricida que fraterna, onde, irmãos lutam contra irmãos e filhos contra pais, onde homens escravizam outros homens, onde se mata porque sim!
Um objectivo de Anders Behring Breivik é ficar na História. Já o conseguiu. Espero que fique ainda por outros motivos, como por exemplo a reactivação da pena de capital na Noruega. Só assim, cortando o mal pela raiz, se pode evitar que estas inocentes e promissoras vidas que foram ceifadas, não o tenham sido em vão. Está na altura de a Humanidade aprender com os erros do passado, e de uma vez por todas, construir um futuro. Verdadeiramente Livre, Fraterno, Solidário!
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