domingo, 26 de abril de 2009

É bom ter amigos!






È bom ter amigos!

São eles que nos elevam bem alto, permitem alargar horizontes, refrescar ideias, e impedir que a vista fique turva pela rotina! São os amigos que afastam as nuvens... devolvem a paz, reflexo do horizonte em águas tranquilas...
È sempre bom passear por esses trilhos, e aprender mais da natureza e sua inesquecível beleza… aprender mais de Portugal e dos tesouros que temos escondidos… enfim, aprender…
Um grande bem haja!!!
Quando é o próximo?!?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Liberdade

Noite longa, escura e fria
sufoco que arrepia
em falésias de angustia,
que ecoam o grito da verdade...
Liberdade!
Caminhos de vento
que devolvem alento
para velejar a vida,
conforto e esperança quase perdida...
na noite longa, escura e fria!
Liberdade!
Encontro em teu regaço
o mar da tranquilidade,
de pureza e de verdade,
sinto em teu abraço
teus carinhos de vento...
e velejando sigo
rumo ao sorriso amigo,
rumo ao pensamento:
Liberdade! Simplesmente Liberdade!

Jaime Martins

quarta-feira, 25 de março de 2009

O passado ninguém muda


O exercício introspectivo é sempre um exercício proveitoso. Permite um maior conhecimento e aceitação do ser que nos acompanha por toda a vida: Nós mesmos! Se á introspecção associarmos uma retrospecção, este exercício torna-se ainda mais rico, na medida em que com uma perfeita consciência do nosso passado, nos é permitido reflectir sobre o que teríamos mudado, feito de forma diferente, e em que medida isso teria afectado o nosso presente e futuro. Mas isto é um exercício inconsequente, pois o passado ninguém muda! Os factos estão lá, como manchas de tinta num manuscrito, ou como luzes orientadoras de vida, faróis em falésias escarpadas!
Este exercício apenas tem sentido, se a nossa energia for canalizada para alterar o futuro. Aprender com os erros, corrigir os que tiverem correcção, e os outros… tirar as lições de vida que as circunstâncias permitirem.
Aceitar o nosso passado, no que depende de nós, é aceitarmo-nos como somos e saber encontrar a felicidade por entre percursos; errantes ou não. No que depende dos outros é fundamental a sua capacidade ou vontade de querer aceitar, tornando-se cúmplices no processo que a aprendizagem e correcção requerem.
Amor, construção e comunhão, serão sem dúvida palavras-chave nesta religião de passado, presente e futuro.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai

Pelo beijo que há muito não recebo.
Pelo beijo que há muito não dou.
Pelas lágrimas que caem bem fundo.
Amar assim é verbo sem passado!
Verbo de presente atribulado.
Verbo de futuro rasgado de esperança!
Do beijo que espero receber.
Do beijo que espero dar.
Porque afinal,
cá estou! Esperando…

Jaime 19 de Março 2009


http://www.youtube.com/watch?v=VxgRFQoargU

quinta-feira, 12 de março de 2009

Que cor querem os nossos olhos ver?


As manhãs têm a cor que os nossos olhos querem ver.
Seja o rosa suave e tranquilo da esperança que nasce renovada em cada manhã, ou o sombrio cinzento que carregam as nuvens em que a dependência material nos mergulha, ou ainda o negro profundo de uma trovoada anunciada, luto para o qual a nossa consciência nos remete.
Afinal o que querem os nossos olhos ver?
Que cor emprestamos nós à vida, essa dádiva divina, que de tão sublime, nos passa até despercebida…
Que cor emprestamos nós ao vazio? Ao que é, quando o que foi deixou de o ser…
Que cor emprestamos nós ao desprezo… á exclusão… á solidão…
Que cor emprestamos nós ao futuro? Ao sorriso de uma criança, ou ao olhar profundo e vivido de um idoso…
Depende da cor que os nossos olhos querem ver.
A vida, é a dispersão da luz através de um diamante, decomposta nas cores mais diversas…nas mais diversas direcções, e o negro, é apenas uma delas, aliás é a ausência de luz!
Porque teimam os nossos olhos em ver o negro?
E se o diamante se partir, multiplicam-se as dispersões de cor por cada fragmento desse diamante…
E porque teimam os nossos olhos em ver apenas o diamante partido? Perdendo todo o manancial de cor então gerado...
Afinal, que cor querem os nossos olhos ver?