
Mário:
Sei que nunca vais ler esta missiva. Mas escrevo na mesma!
Desculpa tratar-te por tu, a ideia é quebrar o gelo, e como sofro da mesma demência que tu, ficamos mais em família. Aliás, grande família a nossa se olharmos os nossos outros primos tios, sobrinhos, uns quantos milhares que este sistema filho da mãe anda a tramar. Sim, porque é o sistema, oh Mário! Tu andas por aí, com palhaçadas e a pedir á malta para puxar da imaginação, e a apontar o dedo a pessoas.
Isso não se faz, Mário. Ofendes as pessoas, sem necessidade. Já devias ter maturidade suficiente, e preparação jornalística também suficiente, para saber que o problema é do sistema… do sistema, Mário… Vê se metes isso na cabeça!!!
Olha, pela parte que me toca, eu já meti isso na cabeça! Sou mais demente que tu!
Mas tu continuas a mandar uns bitaites incómodos para as pessoas… Pessoas poderosas, por enquanto poderosas, menos poderosas hoje do que ontem, é certo, mas ainda assim muito poderosas…
Um destes dias, lixas-te!
Hás-de queres escrever, e não tens onde!
Olha: Não te preocupes com isso. Tens aqui um blogue aberto, e sempre á disposição. Presunto, um naco de broa e um copo de vinho também se arranja!
Agora, faz-me um favor:
Não pares! E continua a dar alento a outros dementes como eu, que continuamos a acreditar na verdade!
Não pares Mário, enquanto houver uma réstia de esperança para este País.
É uma questão de tempo. O sistema entrará em autofagia, e engolirá aqueles que tu incomodas, aqueles a quem a verdade incomoda!
Já sabes: Tens aqui um blogue ás ordens!
Nem tens que bater. Entra!
Um abraço,
Jaime