quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Alguém me ajuda a entender?


Alguém me ajuda a entender?
Se os jovens que Paulo Pedroso processou por alegada difamação e falsidade de testemunho não vão a julgamento, porque não há indícios que tenham prestado falsos testemunhos, o que pressupõe que disseram a verdade… Se o congelamento da nota do Juiz Rui Teixeira foi anulado, tendo finalmente atingido a nota de Muito Bom, (note-se que este congelamento se deveu a “erro grosseiro”)… o que pressupõe que ao descongelar se admite que não houve erro grosseiro… e se Paulo Pedroso ganhou a acção interposta contra o Estado por prisão ilegal no processo da Casa Pia... Então onde está a verdade? Quem é afinal criminoso?
Gostava de entender, a sério!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Santana Lopes anda por aí...

Santana Lopes anda por aí!
E ainda bem. Precisamos de alguém com o seu estilo de líder inconfundível. Até para nos fazer sorrir.
Que me lembre, foi Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, foi Secretário de estado da cultura, foi Presidente do Sporting Clube de Portugal, foi presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, foi Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi presidente do PSD, e o único primeiro ministro até hoje demitido por um presidente da Republica, pelo menos nos últimos 20 anos…(talvez alguém me possa corrigir nesta nota).
Santana Lopes é o homem forte do “Foi”. Faltam aqui certamente algumas notas biográficas, mas foi de certeza presidente de mais qualquer coisa… Foi de tudo um pouco, e o suficiente para não querer ou não o quererem mais… Pese embora obra feita e dívidas deixadas em Lisboa e na Figueira da Foz, que é que isso interessa? Alguém virá depois, e além disso as peixeiras adoram-no! Mas, adoram mesmo!!!
E agora, ultima actualização deste currículo brilhante, mais um “Foi”: Hoje, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique. Está visto que Cavaco Silva é homem de poucas falas, mas revela-se fiel aos seus seguidores: Reafirmou a sua confiança em Dias Loureiro até à ultima hora, e agora esta condecoração a Santana Lopes… Só mesmo para enriquecer o anedotário nacional. Por este prisma, ele até merece!
Pelo menos eu acho.
Outros que tenham recebido esta condecoração, tenham paciência. Este episódio não vai desvirtuar o trabalho sério que vos levou a merecê-la, e a serem reconhecidos.
Pelo menos eu espero.
Divirtam-se com este vídeo. Vale a pena… espero, aliás, acho… enfim. Vejam!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Melro e o Fogo


Há algum tempo, comentando num Blogue aqui pertinho, escrevi a seguinte história:
Houve um incêndio na floresta, e todos os bichos estavam empenhados no combate ao incêndio. Todos transportavam a água aos elefantes, que esguichavam sobre as chamas. O melro, fazia voos rasantes sobre a água, enchia o bico, e também ele, voando sobre o incêndio, largava essa água sobre as chamas. As hienas gritaram cá de baixo, em jeito de chacota. "Ouve lá, julgas que és tu que vais apagar o fogo?!?" ao que o melro respondeu, sem abrandar o seu ritmo: "Não, mas cumpro com a minha parte"
Ora esta história segue-se de algumas perguntas:
De que está à espera?
Todos seremos poucos para o trabalho que temos pela frente. Mas nenhum trabalho de voluntariado será negligenciável. Há sempre algo que se pode fazer! E mesmo antes do dia 20 de Março!
Que tal cada um de nós cumprir com a sua parte?
Vamos a isso?

domingo, 17 de janeiro de 2010

Bandeiras na consciência

Há alguns anos atrás um brasileiro simpático criou um movimento sem precedentes em Portugal. Quem não se lembra das bandeiras, orgulhosamente colocadas nas, janelas, nas varandas, nos automóveis, nas lojas, nos restaurantes, etc. etc. Uma onda contagiante de apoio à selecção Nacional de Futebol, gerou um “orgulho de ser Português”, bem patente nos gritos e manifestações de euforia por cada golo que a selecção marcou, bem patente também na garra posta ao entoar o hino nacional antes de cada partida. Ficou bem claro que a mobilização é possível, e que enquanto povo, ao acreditarmos numa causa, somos bem capazes de conseguir unir esforços para levar avante essa causa.
Puxo este assunto, pois acredito que está na hora de colocarmos de novo as bandeiras nas nossas janelas, não para apoiar um grupo de meninos-prodígio, que são pagos a peso de ouro para correr atrás de uma bola, mas porque a situação deste país a isso convida.
E vou mais longe. As bandeiras que temos que colocar, não são na janela, mas sim na consciência. Na dedicação àquilo que fazemos, no trabalho que desenvolvemos, na critica que colocamos. Sei que por vezes sou mal interpretado pelas opiniões corrosivas que emito sobre alguns dos nossos governantes, mas que hei-de eu fazer?!? Põem-se a jeito!
Tomemos o exemplo das obras públicas: Estamos numa situação de difícil controlo do deficit. Há que reduzir despesas públicas. Até aqui tudo certo. Por outro lado, há que criar empregos, e decide-se então a adjudicação de várias obras públicas. Em estabelecimentos de ensino, hospitais, estradas por esse país fora. Tudo certo também, mas surgem as primeiras questões: será que todas estas obras foram devidamente pensadas e planeadas para serem rentáveis a curto ou médio prazo? A sua necessidade é real em todos os casos? E as derrapagens financeiras que seguramente começarão a surgir, quem as controla? Quem as paga? Todos sabemos que há concursos que são ganhos com a apresentação de orçamentos baixos, e depois de as obras começadas, surgem as referidas derrapagens, com aumentos substanciais dos custos. Das duas uma: ou foi mal adjudicada, ou foi adjudicada com alguma intenção pouco clara. Os compromissos financeiros apresentados para a adjudicação da obra, de nada valem. Sabe-se á partida que o custo será superior, mas o que importa é ganhar o concurso… depois alguém há-de pagar!
Na passagem de ano, sempre brindo a que no novo ano pague mais impostos do que no ano anterior. Isto representa o cumprimento do meu dever enquanto cidadão e contribuinte, mas também mais prosperidade, pois se pago mais impostos, é porque tive mais rendimento. Este ano, pela primeira vez desde que comecei a minha carreira contributiva, não fiz este brinde. Estou cansado de ver o meu contributo a ser esbanjado, às mãos de incompetentes impunes, ou de interesses pouco claros, igualmente impunes.
Por mim, diria basta! Mas não é ignorar estas questões que trará alguma melhoria. Por isso o meu apelo, de voltarmos a colocar as bandeiras, mas desta vez na consciência, procurando o superior interesse da nação, tornarmo-nos exigentes, diria mesmo implacáveis com os responsáveis pela causa pública. Abracemos pois a causa da seriedade, da transparência processual. A bem de todos. A bem de Portugal.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Como eu gostava de ser optimista...

Já há algum tempo que ando para escrever sobre este assunto:
Acho que vai ser hoje.
“ A envolvência política, aliada a um inverno rigoroso, de frio, chuva, neve e vendavais, são factores decisivos. È sabido que ninguém gosta. E muito menos se por uma qualquer imposição, ainda que atenuada por alguma cumplicidade. É certo que uns podem. E os outros? Não deveria ser assegurada igualdade de acesso e oportunidades? Já vem de longe a necessidade de mudança! E o sentido de urgência já se perdeu, pois nesta corrida o passo é agora lento. E os outros? Estarão preparados? As orientações de Bruxelas são bem claras. Depressa, ou devagar, com igualdades ou com desigualdades. É para já. Diria mesmo: Já está!
Decretado e publicado em Diário da República pelo Sr. Ministro dos assuntos para lamentares, aos 31 de Setembro de 2024.”
Claro que é imaginação minha!!! Aposto que os meus leitores já estavam a pensar: “ o Jaime passou-se”!!!
Não. Nada disso… estava apenas a imaginar um texto escrito por um aluno que no ano passado frequentou o 9º ano de escolaridade. E que será nosso governante em 2024. Um pintas, que escrevia umas coisas, em que o nexo era difícil de encontrar, daqueles que estão na sala de aula com boné ao lado, a mandar ”sms’s ao tlmvel k é mto mais imptte k o k o prof diz”.
Daqueles que sem qualquer esforço para isso foram passados, para satisfazer as estatísticas de Bruxelas que a defunta Milu Rodrigues quis fazer prevalecer sobre a qualidade do ensino, desvirtuando professores, achincalhando um sistema educativo democrático, para mencionar algumas qualidades… tão acarinhadas por José Sócrates.
Serão alunos destes que dentro de alguns anos terão como desafio “arrumar” este nosso Portugal, que alunos das passagens administrativas do pós 25 de Abril tão prodigiosamente estão a destruir: Vejam a justiça: os Freeprot, Faces ocultas, Casas Pias, Apitos dourados ou de outras cores, a saúde e o seu buraco orçamental, a segurança social falida, a agricultura desprovida de estratégia de fundo… E a educação, pedra basilar da construção de um futuro rectificado… está como está. 30 anos de reformas, 30 anos estagnados. E querem agora fazer-nos crer que por culpa dos professores, porque não eram avaliados…
Hipocrisia suprema! Os professores sempre foram respeitados, enquanto autoridade e referência para a formação dos seus alunos. Sempre foram veículo de passagem de cultura. Nunca foram educadores. Esse papel é dos pais… que agora também se demitem dele.
Meu pobre País. Como eu gostava de ser optimista… Passo a passo, vamos caminhando neste reino onde não há responsáveis por nada. Verdadeiros atentados contra gerações são ainda premiados, com nomeações,como a de quinta-feira passada, 8 de Janeiro, pelo primeiro-ministro José Sócrates, para a presidência do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento... Dá vontade de dizer: Não nos lixem mais! Já chega!!! Como gostava de ser optimista, repito, mas não sei o que me espera para a reforma...