sábado, 2 de janeiro de 2010

Um ano de existência para este blogue!

Um ano de existência para este blogue!
O balanço? É claro que é altura de o fazer! Sempre se fazem balanços, quando vira o ano, quando se comemoram aniversários, ou efemérides. Muitas vezes, para nada, pois tudo fica na mesma, mas fazem-se!
Claro que manter um blogue, com seriedade, e procurando aproximar vontades através da reflexão, não é tarefa fácil. Por outro lado, escrever como gosto de fazer, implica uma exposição para a qual julgava não estar preparado. Por isso, fui adiando sucessivamente esta ideia. Não queria criar um blogue que depois não pudesse manter.
Diria que o objectivo de criar um espaço reflectivo foi conseguido. Com algumas homenagens pelo meio, algumas causas pelas quais me bato, algum comentário político, e sobretudo, muita emoção e partilha, distribuídos pelos 49 post colocados neste primeiro ano.
Francamente, acho que o balanço é positivo: Sobretudo para mim. Passar para a escrita muito do que corre no mais íntimo do meu ser, expô-lo desta forma constitui quase uma terapia para a mente. Mas este balanço é obviamente viciado, pois estou a ser juiz eu causa própria! Tal como há dias escrevi numa resposta a um comentário, um blogue sem leitores é como um livro sem as páginas separadas, como antigamente era necessário fazer, pelo que o verdadeiro balanço, espero encontrá-lo nos comentários que desde já desafio os meus leitores a deixar, neste post de primeiro aniversário.
Mas vou avisando: é minha intenção continuar. Desconheço o autor da célebre frase que diz: “Há três coisas que toda a pessoa deveria fazer durante a sua vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.” Há quem a atribua ao poeta cubano José Marti, outros á sabedoria popular. Pela parte que me toca, é irrelevante o autor, mas estou a tratar do assunto:
Árvores, já plantei várias, a primeira das quais um limoeiro, no dia em que fiz 18 anos. Muitas mais há para plantar ainda, e para adubar, tratar e colher seus frutos.
Também acredito que um dia este blogue dará alguns frutos...
Filhos, sou pai de dois, e por aqui me vou ficar. Ao contrário das árvores, não tenciono ter mais nenhum. Seria para mim motivo de alegria suficiente poder ser o pai que não me de deixam ser, incutir nos meus filhos valores de lealdade, honestidade, solidariedade, liberdade, igualdade e fraternidade. Ensinar-lhes que há outros modos de vida que não seja o exemplo que agora têm, de olhar o pai como uma fonte de rendimento… Que muito para além da aparência, da opulência, existe o amor! Que toda a moeda tem duas faces, não existem apenas o preto e o branco, existe também o cinzento... e todas as outras cores que cada manhã oferece!
Livro, se considerarmos que no tempo do autor desta máxima, não havia computadores nem internet… será legítimo olhar o meu blogue como um inicio? Não! É melhor não, pelo respeito que me merecem os verdadeiros escritores… Terei apenas o arrojo de me convencer que de uma ou de outra forma, partilhando, toquei a consciência de alguém… tal como também fui tocado, por comentários ou posts em blogues que sigo ou visito regularmente. Livro? Vou pensar neste assunto! Sem veleidades, á razão da minha modéstia... mas vou pensar...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Silêncio

Silêncio
A mim, sabe-me bem, quando vem por bem.
Diz-me o que gosto, e o que não gosto!
Não tem preconceitos, o silêncio:
Não avisa quando vem.
Ora me faz rir…
Ou me dá um medo de fugir,
Quando me é imposto!
Também é um privilégio, o silêncio:
Em silêncio tenho aprendido,
não é apenas ausência de ruído:
Quando tudo o resto se vai, o silêncio fica,
afinal, em silêncio também se comunica…
Guarda segredos, o silêncio:
Tal como um cofre!
Em silêncio se ama.
Em silêncio se sofre.
Em silêncio uma lágrima se derrama...
É cruel e belo, o silêncio!
Sabe o que a alma não diz!
Indica caminhos ao aprendiz,
alimenta rios de esperança…
alimenta sonhos de criança…
O silêncio… e a ti? O que te diz?

Jaime

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O teu coração é igual ao meu...

O teu coração é igual ao meu…
Não é de pedra, está bem vivo,
tem um bater forte e belo…
Vieste! Estás crescido!
Distante e de olhar esquivo,
como que a querer quebrar o elo,
com este coração que gerou o teu…
Ainda que sem motivo!
O teu coração é igual ao meu…
Não é de pedra, não é de gelo…
Apenas vagueia entre o sentimento,
perdido…
As palavras são poucas, as respostas certeiras.
Não queres falar…
Ou não querem que tu queiras?
Só o teu intimo saberá melhor que ninguém.
Podes ler?
E um dia mais tarde entender,
vagueando por estas linhas,
que não deixei de te amar,
nem por um momento!
e que sofri também,
com tristezas que não são só minhas…
Já nem sei para que me repito!
Mas se o faço, já grito!
tão real é esta dor,
que me aperta o peito!
Arrancaram-me mais um amor…
Nem disse um ai…
Afinal, o meu coração não é igual ao teu…
O meu, é coração de Pai.
Desfeito…

Jaime

domingo, 20 de dezembro de 2009

Boas Festas para pensar o Sol

Imagem extraída da net: O Sol em solstício (Nasa)
Amanhã, dia 21 de Dezembro, pelas 17:47, ocorre o Solstício de Inverno. Ou seja, começa o Inverno, com toda a carga a que normalmente lhe associamos: frio, chuva, noites longas… Aliás, será também precisamente a noite mais longa do ano. Há no entanto um detalhe neste ciclo que me enche de alegria… é que a partir desse momento, os dias começam a ficar mais longos… pouco a pouco, mas já a partir de amanhã! E lá para finais de Janeiro já temos mais meia hora de luz, e sempre a aumentar, até que lá para 20 de Março, pelas 17:32 teremos o Equinócio da primavera, e o dia terá a mesma duração que a noite… e a 21 de Junho, pelas 05:45, teremos o Solstício de Verão, com o dia mais longo do ano… repetindo-se o ciclo que sobejamente conhecemos. Sabemos, é que a partir de amanhã, quando escurecer, o nosso astro rei começa a subida pelo seu Azimute, e, dia após dia, trata de nos iluminar um pouquinho mais!
Desde há bastante tempo que a esta data se associam festividades de relevo: Civilizações houve que consideravam o renascer do Sol, filho da Luz. Festividades associadas á fertilidade, e com o elemento Divino invariavelmente presente.
Constantino I, o Imperador Romano no ano 336 D.C., determinou que em vez das festividades do Solstício, passasse a ser comemorado o nascimento de Cristo, em vez do nascimento do Sol, fixando a data em 25 de Dezembro. Passou então todo o Império Romano a professar o Cristianismo. Esta influência chegou aos povos do Hemisfério Sul com a expansão do Cristianismo. Aqueles povos, comemoravam o Solstício de Inverno, o nascimento da Luz, portanto, a 21 de Junho.
Afinal, pergunto eu: O que comemoramos nós? O Nascimento de Cristo, porque um imperador Romano assim o decretou? O inicio de um novo ciclo Solar, porque a natureza assim o estruturou? Ambos?
Não sabemos muito bem o que comemoramos? Sabemos que temos umas prendas para comprar, uma frenética industria e consumismo a alimentar?
Pela parte que me toca, vou deliciar-me com cada momento que possa apreciar o sol a subir no seu azimute, vê-lo levantar-se sobre a serra, deitar-se sereno sobre o mar… acompanhar as sementes a germinar, regar os tomateiros que hão-de dar, ver as silvas a conquistar palmos de terra em cada dia que passa, apreciar as amoras a amadurecer… as abóboras a crescer…
Em cada momento este ciclo com que a natureza nos brinda se reinicia, conduzindo aos equilíbrios necessários para que tudo tenha o seu tempo, a sua época. E pelo solstício de inverno, Natal ou o que lhe quiserem chamar, haverá doce de tomate, de amora, de abóbora, ou do que a natureza providenciar. Sem algemas comerciais, espero sobretudo ter sempre alguém iluminado de sentimento fraterno, com quem partilhar!
Por isso cá ficam os meus votos nestas festividades: Muita dança, muita alegria, muito amor, muita partilha!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Vamos a isto?!? Projecto Limpar Portugal





Parabéns aos autores! Bonito, motivador!

http://www.limparportugal.org/