
O futuro de um povo, de uma cultura, fica seriamente hipotecado, se não for salvaguardada uma educação eficaz.
É com base nesta minha percepção, que vejo o futuro com preocupação. A educação dos nossos jovens não está a ser salvaguardada! Os jovens hoje são meros números para que os nossos governantes, em verdadeiras masturbações verborreicas, façam crer em Bruxelas que os nossos êxitos educativos se somam dia após dia! Nada mais errado, nada mais falso! Basta apenas estar atento ao que se passa nas escolas, à formação, e educação que é dada hoje aos nossos jovens!Basta estar atento aos nossos adolescentes.
E serão responsáveis os professores? Também acho que não. Excluindo as excepções que confirmam a regra, os professores trabalham com dedicação e afinco. O problema é que têm vindo a ser transformados em burocratas, fazedores de tabelas, grelhas e mais modelos, com combinações de números e quantificações grosseiras, fazendo de alunos burros “crianças com deficit de aprendizagem”, de alunos grosseiros e mal criados “crianças hiperactivas”. Tudo isto e muito mais burocracia em detrimento daquilo que realmente deveriam fazer: ensinar, difundir cultura, propagar igualdade de oportunidades a todos quantos realmente queiram agarrar essa oportunidade!
Todos nós em determinada fase no nosso percurso escolar fomos marcados por um ou outro professor. É deste papel que os professores não se devem demitir, ou melhor não permitir que os demitam. Os professores não são sonâmbulos, nem dormem demais, pelo que conheço dos que com paixão exercem a sua profissão, passam noites sem dormir afogados nas burocracias, e problemas que não conseguem resolver.
Termino comparando o professor a um artesão que molda o barro. Das suas mãos hábeis, nascem as peças que terão cada uma a sua utilidade, moldado o barro na hora própria, e com o grau de humidade adequado. Ponham o artesão a preencher papelada, a ter que comprar a matéria-prima, facturar, atender o telefone e enviar uns mails… que o barro coze antes de ser moldado… e será tarde demais… Nem as estatísticas de Bruxelas nos salvam.
Ou será que tudo isto faz parte de algum plano para moldar consciências?!? Algum plano para formar uma nova "elite"?!? Com tantos planos que por aí andam... não se sabe, como aliás, muita coisa nunca se saberá!
Não sou professor. Tenho bem presente todos os que me marcaram.