Imagem extraída da net: O Sol em solstício (Nasa)
Amanhã, dia 21 de Dezembro, pelas 17:47, ocorre o Solstício de Inverno. Ou seja, começa o Inverno, com toda a carga a que normalmente lhe associamos: frio, chuva, noites longas… Aliás, será também precisamente a noite mais longa do ano. Há no entanto um detalhe neste ciclo que me enche de alegria… é que a partir desse momento, os dias começam a ficar mais longos… pouco a pouco, mas já a partir de amanhã! E lá para finais de Janeiro já temos mais meia hora de luz, e sempre a aumentar, até que lá para 20 de Março, pelas 17:32 teremos o Equinócio da primavera, e o dia terá a mesma duração que a noite… e a 21 de Junho, pelas 05:45, teremos o Solstício de Verão, com o dia mais longo do ano… repetindo-se o ciclo que sobejamente conhecemos. Sabemos, é que a partir de amanhã, quando escurecer, o nosso astro rei começa a subida pelo seu Azimute, e, dia após dia, trata de nos iluminar um pouquinho mais!
Desde há bastante tempo que a esta data se associam festividades de relevo: Civilizações houve que consideravam o renascer do Sol, filho da Luz. Festividades associadas á fertilidade, e com o elemento Divino invariavelmente presente.
Constantino I, o Imperador Romano no ano 336 D.C., determinou que em vez das festividades do Solstício, passasse a ser comemorado o nascimento de Cristo, em vez do nascimento do Sol, fixando a data em 25 de Dezembro. Passou então todo o Império Romano a professar o Cristianismo. Esta influência chegou aos povos do Hemisfério Sul com a expansão do Cristianismo. Aqueles povos, comemoravam o Solstício de Inverno, o nascimento da Luz, portanto, a 21 de Junho.
Afinal, pergunto eu: O que comemoramos nós? O Nascimento de Cristo, porque um imperador Romano assim o decretou? O inicio de um novo ciclo Solar, porque a natureza assim o estruturou? Ambos?
Não sabemos muito bem o que comemoramos? Sabemos que temos umas prendas para comprar, uma frenética industria e consumismo a alimentar?
Pela parte que me toca, vou deliciar-me com cada momento que possa apreciar o sol a subir no seu azimute, vê-lo levantar-se sobre a serra, deitar-se sereno sobre o mar… acompanhar as sementes a germinar, regar os tomateiros que hão-de dar, ver as silvas a conquistar palmos de terra em cada dia que passa, apreciar as amoras a amadurecer… as abóboras a crescer…
Em cada momento este ciclo com que a natureza nos brinda se reinicia, conduzindo aos equilíbrios necessários para que tudo tenha o seu tempo, a sua época. E pelo solstício de inverno, Natal ou o que lhe quiserem chamar, haverá doce de tomate, de amora, de abóbora, ou do que a natureza providenciar. Sem algemas comerciais, espero sobretudo ter sempre alguém iluminado de sentimento fraterno, com quem partilhar!
Por isso cá ficam os meus votos nestas festividades: Muita dança, muita alegria, muito amor, muita partilha!